Livros publicados

A ESTÁTUA DE GLAUCO
Coletânea de oito conferências que abordam, em uma linguagem quase poética, a vida do filósofo Jean-Jacques Rousseau, a expansão de seu pensamento e as possíveis implicações para os tempos atuais. Num esforço estético, o autor busca em Rousseau a via das possibilidades de restauração do homem corrompido, como ocorreu com a estátua de Glauco.
“Trata-se de um trabalho de fôlego, de elevada qualidade, que demonstra um pleno conhecimento da trajetória e da obra de Rousseau, bem como um maduro domínio da leitura de seus mais abalizados comentadores.”
(Profa. Dra. Carlota Boto [FE/USP])
ENSAIOS REUNIDOS: CULTURA, POLÍTICA E EDUCAÇÃO
Seis ensaios sobre o Brasil. O primeiro discute a noção de saudade, uma palavra intraduzível que, com sua melancolia, se tornou um traço fundamental da cultura lusófona. O segundo ensaio explora o caráter singular da cultura e das terras brasileiras. O terceiro ensaio volta-se para a obra educacional dos jesuítas. O quarto ensaio traça o perfil de figuras filantrópicas como o Barão de Macaúbas, cujas ações transformaram a sociedade brasileira. O quinto ensaio faz uma crítica ao atual cenário político, contrapondo os estadistas virtuosos da história do país aos desmandos dos governantes contemporâneos. Por fim, o livro encerra com uma reflexão sobre o papel dos intelectuais na construção da educação e da cultura, destacando a importância de pensadores e educadores, tanto no Brasil quanto em Portugal, que ajudaram a moldar o futuro de suas respectivas sociedades. Em sua totalidade, a obra oferece uma análise profunda e crítica das raízes e dos desafios da cultura brasileira.
"Um livro fascinante que explora a essência da cultura brasileira e lusófona"
(Profa. Dra. Susannah Ferreira, Presidente da Lusophone Studies Association e Professora da University of Guelph (Canadá).
O EMÍLIO DE ROUSSEAU E A FORMAÇÃO DO CIDADÃO DO MUNDO MODERNO (2a. ed.)
Rousseau propõe uma ação pedagógica menos racionalista e mais sensitiva e experimental. Embora grande parte de sua obra possa ser considerada pedagógica, é no livro Emílio ou da educação, publicado em 1762, que o cidadão de Genebra desenvolve seu tratado, ainda que na forma de um romance, no qual o jovem Emílio é educado por seu preceptor até a idade adulta. Esperando encontrar uma educação do isolamento e do afastamento da vida social, o leitor se deparará, entretanto, com a formação de homem que apreende uma certa cultura, que constitui sua família e que vai viver no meio social. Emílio é, portanto, um tratado de formação política e de cidadania. Todavia, o que há nesse romance pedagógico não é a defesa da educação pública, mas de uma educação humana e social ao mesmo tempo que, se não teve correspondência em seu tempo, corresponderá ao cidadão de nossa época.
"Dr. Paiva mostra que Rousseau pretende educar o indivíduo tanto como homem como cidadão"
(John T. Scott, PhD - Professor do Dpto. de Political Science, da University of California, EUA).
A HORA DOS TRANSEUNTES (Romance)
O espírito literário de José J. Veiga se corporifica nesta obra. Em vez de ser a hora dos ruminantes, é a hora dos transeuntes, daqueles que caminham no seu trajeto de vida e lutam por sua existência. O “fantástico” veigueano se transforma em um “regionalismo real” e em uma ficção que também pode ser também universal por tratar de pessoas reais, suas raízes, seus desejos, seus sentimentos mais íntimos e suas necessidades. O cenário é a pacata vida do interior, onde um grupo de sitiantes passa seus dias sem maiores perturbações. Entretanto, a chegada de uma empresa estrangeira com seu projeto da construção de um condomínio para estrangeiros aposentados coloca os moradores em polvorosa. Ao longo dos seus 11 capítulos, que parodiam as obras de Veiga, a fala caipira dos sitiantes revela uma teia de relações humanas a qual foi perturbada pela nova ordem imposta pela empresa. Mais do que isso, a companhia se impõe à comunidade, traz seus condôminos e intenta uma convivência com os “nativos”. Lamentavelmente, o choque de cultura, de interesses econômicos, políticos e até mesmo humanos não permite a realização do sonho dos estrangeiros.
"Gostei e recomendo! Acredito que José J. Veiga gostaria de ler este livro"
(Luiz de Aquino, escritor, membro da Academia Goiana de Letras)
ROUSSEAU E A ESTÉTICA DOS JARDINS / ROUSSEAU ET L'ESTHÉTIQUE DES JARDINS
Este livro é um convite, em edição bilíngue, para adentrar as dimensões que respeitam à natureza, à estética e à educação. Essas dimensões são consubstanciadas por um projeto intelectual de matriz rousseauniana concebido pelo autor e que agora tem seu fruto neste e-book. É um convite que pode resultar em uma viagem, uma viagem que dantes o próprio autor fizera – e que agora somos convidados a (re)fazer, com nossos próprios passos, ao perscrutar as páginas deste livro que se abre em forma de jardins. O caminho traçado pelo autor diz respeito ao seu estágio pós-doutoral, realizado em 2020, na Sorbonne Université, em terras francesas e suíças. Da caminhada do autor, isto é, daquela atividade acadêmico-científica e cultural, precedida por sua condição de leitor atento de Jean-Jacques Rousseau, nasceu este volume da coleção Cultura, Estética e Educação. Para o caminho que fez à França, o autor levou em sua bagagem, além de seu arcabouço teórico-analítico, a sua percepção estético-fotográfica, da qual emergiram estes registros, nas cores de retratos e em versos, que se somam a um pensar filosófico que instiga a conhecer a natureza, a estética e a educação a partir do diálogo e da inspiração que o autor buscou em Rousseau, sob um ponto de vista atual e provocante. Esta publicação é um convite a se aventurar pelas múltiplas dimensões estéticas e analíticas que a leitura e a apreciação de Rousseau e a estética dos jardins podem suscitar.
«A son tour, Wilson de Paiva a arpenté ces jardins. Son ouvrage en images nous fait entrer dans cet univers, qui forme l’habitat de «l’homme sensible»
(Céline Spector, professora da Sorbonne Université, Paris).
«À l’heure où l’inquiétude est si grande sur les effets de l’action transformatrice de l’homme sur la nature, il faut remercier Wilson Alves de Paiva de nous faire parcourir ce chemin en compagnie de Rousseau».
(Christophe Martin, professor da Sorbonne Université, Paris).
A FONTANA DE LUTÉCIA (Contos)
A fontana de Lutécia não é apenas um livro de contos, mas uma viagem pela história das principais pandemias do mundo. Mais do que isso, é um relato do sofrimento pelo qual a humanidade tem passado, desde a Praga de Atenas, em 429 a.C., até a atual calamidade da covid-19. O autor vai além e extrai histórias sensacionais do meio da mortandade que assola cada época. Seus personagens resistem e conseguem superar a adversidade com virtude e esperança. Passando pela mesma fonte, à beira do Rio Sena, na atual Paris, todos bebem de sua água e melhoram. Se a fonte foi terapêutica ou não, o que importa é que com essa experiência aprenderam a viver melhor.
BARAFUNDA (Contos)
Coletânea de contos intimistas que retratam o conflito entre o homem urbano e o saudosismo de um tempo perdido. Barafunda é um lugar-tempo que remonta à vivência simples de nossos antepassados. Como eixo de condução dos dezesseis contos, há uma linha psicológica e filosófica que conduz o leitor à busca de Barafunda, a qual pode estar, de repente, dentre de cada um.

CULTURA E PROCESSOS EDUCACIONAIS (Org.)
Os professores da linha de pesquisa de Cultura e Processos Educacionais do PPGE da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Federal de Goiás (UFG), organizaram e publicaram este livro como o resultaod do esforço de compreensão e do trabalho dedicado a sua vida profissional à análise e dinamização dos processos formativos e de produção do conhecimento, que se desenvolvem no profícuo encontro entre a arte, a estética, a cultura e a educação. (Baixe o livro no link abaixo):

REFLEXÕES SOBRE O MÉTODO (Org.)
Se fosse possível determinar o nascimento da curiosidade, na história da vida humana, teríamos aí a pedra fundamental da ciência. Foi a curiosidade que conduziu a inteligência à investigação, à reflexão e à elaboração de respostas. Daí o surgimento da filosofia, no contexto da antiguidade grega; e da ciência moderna, no contexto das descobertas do pensamento europeu nos primórdios da Modernidade; bem como das regras e dos instrumentos que passaram a definir os conhecimentos do pensamento e das investigações científicas. Diversos são esses caminhos que se colocam à disposição do pesquisador nos dias de hoje. Saber qual utilizar, depende de circunstâncias, da identificação teórico, do gosto e de outros determinantes. Este livro tem a intenção e fornecer ao leitor a diversidade de opções que existe na questão do método. Professores, pesquisadores, filósofos e cientistas brasileiros (e um de Portugal) se reuniram para refletir sobre o método e contribuir com a discussão. O resultado é esta densa obra que a CRV tem o prazer de apresentar.





